Lembrando Tia Sinhá, seareira do Bem em Catanduva (por Raymundo Espelho)

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A Doutrina, o Movimento Espírita, os confrades que mourejam nas mais variadas áreas, nos vários campos de trabalho da fértil seara da Terceira Revelação sempre proporcionam momentos de inesquecível alegria àqueles que com eles mantêm algum contato. Este preâmbulo nos vem á mente a propósito da crônica com titulo “Uma Mensagem Muito Querida”, de autoria do doutor Domério de Oliveira, publicada  no jornal Despertador,de outubro de 1987. 

 

O Articulista, culto e conceituado  advogado e professor, é também jornalista, escritor e expositor espírita de grandes recursos e radicado há anos na capital paulista.Tivemos a satisfação ,na década de 50, de participar com ele e outros companheiros, da querida terra natal, da direção da Associação Espírita Amor e Caridade e da União Municipal Espírita de Catanduva. Durante anos aprendemos muito com seu convívio, em suas aulas e palestras sempre instrutivas e benfazejas.

 

Após as mudanças — ele para Capital e nós para o Grande ABC — tivemos poucas oportunidades de assistir ás suas palestras, mas continuamos a ler suas colaborações em diversos órgãos da imprensa espírita, principalmente no Despertador, em O Clarim, RIE e Correio Fraterno.  A referida crônica, como sempre acontece com os trabalhos desse amigo, muito nos sensibilizou.

 

Domério é daqueles que põem o coração no que falam, escrevem e fazem. Desta feita escreve sobre sua irmã querida. Conhecendo-o muito bem, sabemos que irrigou a crônica com suas lágrimas de amor e emoção.

 

Avelina de Oliveira Batista, a querida Tia Sinhá, com quem convivemos muitos anos de nossa infância e juventude, participava ativamente do movimento espírita, principalmente no Lar da Criança Dona Lola Zancaner Sanchez e no Centro Espírita Doutor Bezerra de Menezes, juntamente com Aparecida Figueiredo, Diva Gandolfi e ma plêiade de criaturas, que a todos assistiam, alimentavam e dessedentavam material e espiritualmente  com muito amor e dedicação. 

 

Criaturas de valor, essas almas abnegadas contribuíam — nós somos testemunhas disto — para a formação de centenas de lares. Enxugaram e derramaram muitas lágrimas, quer em seus trabalhos assíduos de algumas décadas, nas aulas de evangelização cristã, nas palestras, nas tarefas assistenciais ou mediúnicas.

 

Orientaram com segurança os jovens e principalmente os filhos do coração, as crianças do lar. Sabemos que Tia Sinhá, que já se mudou para o Lado de Lá da Vida e aquelas virtuosas criaturas que militam devotadamente na Seara Espírita de nossa terra natal não precisam do nosso testemunho, pois seus trabalhos, sua realizações são uma realidade.

 

Mas queremos reproduzir, com a devida vênia, um trecho da citada crônica para registrar os nossos agradecimentos e o nosso tributo de respeito à Tia Sinhá, esse Espírito de escol, e aos demais companheiros de nossa querida Catanduva — os de ontem e os de hoje —, para os quais não devemos usar adjetivos, pois sabemos não lhes farão bem, porquanto conhecemos bem suas qualidades de verdadeiros espíritas.

 

A crônica e a mensagem psicografada por Francisco do Espírito Santo Neto, no jornal  Boa Nova, ao mesmo tempo que Domério pronunciava uma palestra, compõem um hino de amor à Doutrina e ao próximo. Eis o trecho a que nos referimos:

 

Esta minha irmã militou no Espiritismo em Catanduva por muitos anos. Trabalhou com assiduidade, no Lar da Criança de  Dona Lola Zancaner, cuidando dos pequeninos como seus verdadeiros filhos.

Sim, esta minha irmã, quando encarnada, foi um baluarte de luz, caridosa ao extremo, bondosa e comunicativa. Nunca esmoreceu. Fez da sua última trajetória física um cântico de amor e de alegria.

Suportou, com galhardia, os mais duros espinhos, as mais acerbas provas  e expiações.  E sempre tinha nos lábios e no coração uma palavra de ânimo e de coragem para todos os sofredores que  a procuravam em busca de lenitivo. 

 

Ao ouvir sua mensagem, não consegui reter as lágrimas. Sim, sem dúvida alguma, ali estava o Espírito desta minha querida irmã, proclamando, alto e bom som, a continuidade da vida… Sabemos existir, pois, neste
mundo de Deus, numerosos núcleos como os mencionados acima e outros que se constituíram nestes últimos anos em nosso rincão querido e que espíritas do quilate de Tia Sinhá, encarnados e desencarnados, engrandecem, sem perceber que as boas ações são sempre melhores que as palavras.

 

Oxalá, nós pudéssemos ver em mais curto prazo a multiplicação geométrica, por todos os recantos da Terra, de novos trabalhadores do bem, buscando se revestir das virtudes que marcaram a vida de nossa querida companheira Tia Sinhá e sempre determinados, como bons aprendizes a palmilhar o roteiro indicado por aqueles que deram exemplo maior de amor: o doce e lidimo Nazareno.

 

O caminho está aplainado. Outros já se submeteram à sanha e à ignorância dos inimigos da Luz, a fim de deixar atrás de si um rastro luminoso  que pudesse guiar os que estão na retaguarda.

 

Mas, apesar  de tudo  isso, o homem anda alheio pelos caminhos sombrios. Aí estão as violências, a corrupção, as extorsões, alimentadas por interesses inconfessáveis.  Assim, a dor,  infelizmente, parece ser mesmo o buril que, por enquanto, sustentará aqui na luta pelo desbaste da brutalidade que reside no imo da maioria de nós, até que se compreenda que nascemos para amar .

 

Um pouco mais sobre Tia Sinhá

 

Tia Sinhá, ou, Avelina de Oliveira Baptista, nasceu em Paraíso (SP) no dia 16 de outubro de 1911 e desencarnou em Catanduva, no dia 14 de janeiro de 1971. Era filha de Justina Alves da Silva  e Joaquim Damião de Oliveira, fundador do Centro Espírita Oliveira, em Paraíso, entidade que muito progrediu e lá está disseminando o Evangelho e atendendo, com muito amor e dedicação, todos os que batem à sua porta. Tia Sinhá era casada com Waldomiro Baptista, desencarnado aos 14 de maio de 1945. O casal teve uma única filha: Jane de Lourdes Malheiros, casada com Honório Malheiros. 

 

Em comemoração ao cinquentenário de fundação do Centro Espírita Bezerra de Menezes, de Catanduva, foi lançado em 1988 um livro contendo resumido histórico da instituição, bem como coletânea de mensagens mediúnicas de diversos autores. Alguns deles, como Tia Sinhá, mourejavam na casa durante a última encarnação.

 

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