Idolatria (Por Lauriano dos Santos)

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O termo idolatria significa prestar cultos (cultuar) a ídolos. Nos Dez Mandamentos (Êxodo, 20) a exortação é para que não se idolatre ou adore outros deuses, ou seja, quaisquer ídolos de qualquer natureza.

A Doutrina Espírita veio para resgatar o Cristianismo nascente. No entanto, vem sofrendo interpolações, tanto nas práticas mediúnicas, quanto nas atividades doutrinárias quotidianas, eivadas de ritualizações e adorações.

Nada contra aos que se prestam ao serviço do bem, porque são exemplos para a nossa transformação moral, mas evitemos a idolatria. Em muitos centros espíritas assistimos à invocação de Maria Santíssima, rezando-se a Ave-Maria, abandonando-se o verdadeiro propósito da oração espontânea a Deus.

Vale lembrar que a figura de Maria de Nazaré, a qual merece todo o nosso respeito, foi levada à condição de Santíssima no século IX e, portanto, igualando-se à “Santíssima Trindade”, que é também uma invenção da Igreja, abandonando-se os ensinamentos, tanto do judaísmo, quanto e, ainda mais veemente, do próprio Jesus, da unicidade de Deus, que deve ser adorado em espírito e verdade. 

Em pouco tempo, Chico Xavier será beatificado pelos movimentos espíritas, a exemplo de outros provindos da igreja tradicional, como Agostinho, Tomás de Aquino, Luiz, rei de França, e outros. Já presenciamos, nos dias de hoje, o surgimento de “kardecistas”, “bezerristas”, “chiquistas”. Assim, vão-se formando os grupos, distanciando-se dos princípios doutrinários.

Ouso afirmar que está na hora de esclarecermos sobre a verdadeira Doutrina Espírita, na qual a figura do Mestre é desmistificada e desmitificada, trazendo à humanidade o Jesus real, o missionário do amor que, encarnando neste planeta, foi submetido a privações, de modo a culminar com a condenação de morrer na cruz como ocorria aos criminosos comuns e também aos condenados por crimes hediondos.

Do jeito que vamos, em breve a Codificação será peça de museu e não se realizará uma “reunião espírita” sem a reza inicial da Ave Maria e, em seguida, o estudo dos livros psicografados, que nem sempre são livros espíritas.

Não faltará quem argumente, dizendo: “Mas Maria foi a mãe de Jesus!” É verdade. A ela toda a nossa admiração e respeito. Contudo, Jesus afirmou: “Entre os nascidos de mulher, João Batista é o maior; porém, o menor no reino dos Céus é maior que ele”. Creio que dá para entender sem pormenorizar.

Muitos espíritas dizem: “Eu sou servo de Jesus”. Eu, de minha parte, digo: “Jesus é o meu servo”. É ele que pode me socorrer. Ele tem poderes para me servir nas minhas necessidades. Foi ele quem afirmou, segundo o evangelista: “Vim a este mundo para ser o vosso servidor”.

Quero, entretanto, servir a quem necessita. E nada melhor do que servir com Jesus. É a minha modesta e rude observação.

 

Lauriano dos Santos

Registro, SP

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