Fundador do FSF alerta: mundo vive sua maior crise humanitária dos últimos 70 anos

sa_1490800716_image011

“O mundo vive a sua maior catástrofe humanitária dos últimos 70 anos e, se não houver uma ação emergencial, milhares de pessoas, principalmente crianças, morrerão à fome”, afirmou  Wagner Moura, fundador da organização Fraternidade sem Fronteiras, no encontro “Um Só Povo, Um só Coração”, encerrado no último domingo em Campinas (SP).

DSC_4830

Cerimônia de encerramento teve canto africano, puxado pelo papa Osvaldo: Fraternidade se aprende de pequeno.

Segundo Moura, a FSF já atua na costa oriental africana, particularmente em Moçambique e Madagascar, e agora, atendendo ao apelo das Nações Unidas, vai estender sua ação humanitária ate o chifre da África, chegando à Etiópia, onde há mais de dez mil crianças em estado de completa desnutrição. “De acordo com as Nações Unidas, a humanidade vive seu pior momento desde o final da Segunda Grande Guerra. Por isso, apelamos aos homens de boa vontade que mobilizem suas comunidades e venham se juntar a esta corrente de fraternidade”, acrescentou.

Distinguida com o troféu Você e a Paz de 2016, a FSF conta com 21 Centros de Acolhimento espalhados pelas aldeias da Região de Gaza, em Moçambique, onde acolhe aproximadamente 8 mil crianças órfãs. O amparo desses garotos e garotas se dá por meio do apadrinhamento feito por voluntários no Brasil e em várias partes do mundo. Quando entra para o programa, o órfão passa a receber alimentação diária, reforço e material escolar, orientação de higiene e atividades culturais. Além disso, conta com a visita de quatro caravanas anuais compostas por padrinhos voluntários de diferentes áreas do conhecimento, entre os quais médicos, dentistas e enfermeiros. 

DSC_4782

Jananine Aline: preparando-se para nova caravana à África.

A paulistana Janaine Aline, médica de família, já participou de várias caravanas e pretende retornar ao continente em agosto próximo. “Temos aprendido muitas lições com as crianças moçambicanas. Mesmo enfrentando fome e doenças, são alegres e muito solidárias umas com as outras”. Janaíne diz que a carência no país é tão grande que, nessas viagens, toda a bagagem pessoal é deixada nas aldeias. “Eu só guardo para mim a roupa do corpo: uma calça jeans e um par de tênis”.

Um Só Povo, um só Coração

Com presença do presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), Jorge Godinho, e do médium Divaldo Pereira Franco, o encontro promovido pela Fraternidade Sem Fronteiras incluiu depoimentos de padrinhos e monitores, com presença de “papa” Osvaldo, que representa a FSF em solo africano.

A programação foi intercalada de apresentações artísticas, por depoimentos de líderes religiosos e  caravaneiros, por exibição de vídeos. Entre os expositores, a psicóloga Adriana Mello, de Campina Grande (PB), trouxe outra realidade grave, mais próxima, que são as mais de 2 mil crianças com quadro de microcefalia no Nordeste Brasileiro. Ocuparam a tribuna ainda a “Irmã” Aila Pinheiro, de Fortaleza, e o pastor .Miltom (Clínica da Alma);os espíritas Andrei Moreira (AME-MG), Wellerson Santos, Rossandro Klinjey, Jorge Godinho e Divaldo Franco, responsável também pela palestra de encerramento.

image012

Público lotou dependências do Espaço Guanabra I, em Campinas.

A fome e o desperdício de alimentos

“Enquanto nas sociedades mais desenvolvidas economicamente 40% da população sofre de obesidade, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura alerta que, nos próximos dez anos, cerca de 80 milhões de criaturas humanas morrerão à fome em todo o Planeta”, asseverou o médium, fundador do movimento Você e a Paz e da Mansão do Caminho, em Salvador (BA), que atende 3 mil pessoas, entre crianças, jovens, gestantes e idosos. Outro dado impactante trazido pelo orador: as sobras de alimentos descartadas na mesa das famílias americanas poderiam matar a fome do mundo inteiro! 

Ao discorrer sobre os grandes missionários da Paz e da Fraternidade, o tribuno baiano lembrou o feito extraordinário de Luiz Lázaro Zamenhof, fundador do idioma internacional Esperanto, uma das seis línguas oficiais usadas nas Nações Unidas; a obra missionária de Gandhi, o apóstolo da não-violência que libertou a Índia do jugo inglês, e a luta por igualdade racial de Martin Luther King Jr., que, a exemplo de Gandhi, pagou com a própria vida o preço de tão nobre ideal.

Quando a palestra já se encaminhava para o desfecho (peroração), uma pane elétrica fez apagarem-se as luzes, desligando também microfones e interrompendo a gravação e transmissão ao vivo pela internet, que era acompanhada em 18 países. Mas a pane elétrica não impediu que Divaldo Franco concluísse a palestra. Próximo de completar 90 anos de idade, o orador elevou o tom da voz e prosseguiu, inabalável, até o encerramento, sendo aplaudido de pé pelas mais de 700 pessoas presentes.

0 Comentários

Comente

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

CONTATO

No momento não estamos por perto. Deixe aqui sua mensagem para um breve retorno.

Enviando

©2017 USESP

Faça o Login com seus dados

ou    

Esqueceu seus dados?